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Novas oportunidades para o Nordeste

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Novas oportunidades para o Nordeste

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A chegada – cada vez mais assídua – de maiores embarcações tem trazido à tona um tema muito comentado por especialistas: a infraestrutura brasileira. Alguns portos – em sua grande maioria – ainda não possuem dragagens em seus canais de acesso suficiente para atrair esses navios, perdendo cargas, movimentação e dinheiro.

“A situação do Brasil não é fácil, é bem difícil e complicada. Você tem uma queda tremenda das importações e estamos falando de 51% no ano passado e 31% no primeiro semestre desse ano e o pior, tão pouco o País tem a infraestrutura necessária para atrair esses navios”.

A afirmação é do Diretor Superintendente da Maersk Line na Costa Leste da América do Sul, Antonio Dominguez, que aponta o Porto do Pecém como o que possui uma melhor infraestrutura para receber esses navios, mais que sofre com outro problema: a escassez de mercadorias.

Nesse sentido a construção de um Hub Port, para ele, seria um fator positivo, visto que atrairá mais cargas para a região, que ainda é “carente”. “O Porto do Pecém em matéria de infraestrutura já consegue atrair esses navios. O problema do Nordeste é que você não tem muito movimento de carga, por isso a necessidade de um Hub para atrair outras regiões, porque o comércio local, somente não tem a quantidade necessária para trazer navios. É preciso atrair também a carga de outros portos”.

E ressalta: “O principal problema dos portos brasileiros é a dragagem. Para atrair essas embarcações que necessitam de maior calado primeiro é necessário dragagem no canal de acesso, para que o navio consiga entrar no porto e também dragagem perto do porto, na chamada Área de operações, onde navio opera”.

Com previsão de receber esse Hub em 2018, o investimento previsto para o projeto na primeira fase será de R$ 800 milhões, aportados pela CSN (Companhia Siderúrgica Nacional). 

De acordo com o Coordenador de Desenvolvimento Comercial da Cearáportos (Companhia de Integração Portuária do Ceará), Raul Neris Viana, a chegada dessas novas embarcações traz diversos benefícios para o complexo portuário, entre eles a possibilidade de trazer um número bem maior de cargas para uma quantidade bem restrita de portos (hub-ports), fazendo com que a linha de navegação economize em custos operacionais e combustível. “Na medida em que estas cargas fossem desembarcadas no hub-port, outras embarcações menores viriam coletá-las para fazer a redistribuição ao longo da costa brasileira, diminuindo o transit-time entre diversos portos de origem e destino”.

Ainda segundo ele, um acordo de cooperação com o Panamá é dos objetivos do complexo como diferencial. “Pecém é o primeiro ponto de atracação de navios vindo do norte e com capacidade de receber as embarcações de grande porte, o terminal possui potencial para ser um porto concentrador de carga. Outro diferencial do Pecém, após a conclusão das atuais obras de expansão é uma retroárea de 150 mil metros quadrados no TMUT”.

O complexo que trabalha ainda na construção de mais três berços de atracação de navios cargueiros, terá equipamentos que operarão carga geral e produtos da CSP (Companhia Siderúrgica do Pecém). O investimento total da segunda ampliação será em torno de R$ 640 milhões com recursos do tesouro Estadual e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento). “A expansão do terminal vai quintuplicar a capacidade de movimentação de cargas e coloca o Porto do Pecém em situação diferenciada e privilegiada para operar como hub port”.

Prioridades

Em um momento complicado vivido pelo País, a dúvida é: se os portos não possuem investimentos necessários para receber esses navios de grande porte, como pensar em investimentos em Hub Ports?

Na opinião de Dominguez essa é uma questão complicada se levarmos em consideração o momento que o País vive. “A situação que o Brasil vive é complicada e depende muito do que será feito primeiro: você recupera a economia primeiramente ou foca em investimentos nos portos para poder atrair navios maiores? É importante que a infraestrutura já esteja preparada, porque você olha para o Equador, Peru e Chile, todos eles fizeram sua tarefa e já estão preparados para receber esses navios”.

E aponta: “Apesar de a situação econômica mundial não ser a melhor tudo começa pelo investimento e o Brasil têm de fazer os investimentos corretos nos portos para poder atrair a carga para os portos brasileiros”, diz.

Para Dominguez, a medida deve trazer novas oportunidades para o porto e para o nordeste brasileiro. “O complexo será uma estrada no mapa como um dos principais terminais portuários da América do Sul, servindo de ponto central para demandas dos outros continentes”, finalizou.

Fonte: Guia Marítimo



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