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Em rota segura, comércio global parece a salvo

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Em rota segura, comércio global parece a salvo

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Na última semana a Maersk Line apresentou resultados, que não foram tão animadores, (Leia no Guia), ainda assim existem perspectivas de crescimento para 2017, no entanto alguns cenários ainda precisam mudar. No Brasil, a infraestrutura é um dos principais fatores que precisam ser modificados e a APM Terminals aponta que pretende continuar “investindo nos seus terminais existentes no país, onde detém 18% do market share, com foco em aumentar a competitividade da indústria brasileira”, como conta Ricardo Arten, diretor principal da APM Terminals.

“Entendemos que a aceleração da retomada do crescimento passa inevitavelmente por este caminho e para isso, é necessário que o novo marco regulatório promova uma desburocratização dos processos do setor, simplificando as renovações e descentralizando as decisões”, e lembra que uma das principais premissas é o equilíbrio entre os modelos de concessão pública e de terminais privados.

Na opinião de Arten, o estabelecimento de um novo marco regulatório, que oferece condições atrativas e competitivas para as concessões do setor público, representará uma mudança importante que poderia destravar investimentos privados no setor no curto e médio prazos. Dados da Secretaria de Portos, apontam que dos R$ 51 bilhões em investimentos previstos no setor nos próximos 25 anos, somente R$ 4 bilhões terão origem no orçamento público. Para ele, isso ratifica o entendimento “de que a atividade portuária no Brasil é privada, obedecendo a um regime de regulação que deve assegurar a prestação do serviço ao mesmo tempo em que equilibra seus diferentes modelos de contrato”.

Apesar de não comentar sobre o impacto da falência da Hanjin Shipping no comércio global, quando o assunto é o futuro da navegação, o executivo salienta que vê o cenário global de navegação em rota estável, com tarifas ainda baixas e poucas oportunidades de crescimento em 2017. “Acreditamos que a demanda mundial por transporte de containers crescerá em volta de 2% em 2016”, disse, lembrando que no terceiro trimestre, o comércio global de containers cresceu 2% na comparação com o mesmo período do ano passado. O motivo, segundo ele, são que as maiores economias continuam a encontrar condições econômicas desafiadoras, “embora em um viés mais positivo com as importações de containers pela Europa e América do Norte em ritmo de crescimento com estabilização da Rússia”. Vale ressaltar que a capacidade da frota global de containers no terceiro trimestre, por outro lado, registrou queda.

Ainda que muito distante dos patamares ideias para um país com as dimensões do Brasil, Arten aponta uma previsão: de crescimento de 1% do PIB brasileiro para 2017, que deve indicar o início de uma lenta retomada do crescimento. “Já no quarto trimestre de 2016, estamos vendo que a depreciação do real tem gerado oportunidades para exportadores, e isso é positivo”, salienta.

Especificamente em Itajaí, o executivo destaca que a APM Terminals viu um crescimento de dois dígitos nas exportações de containers refrigerados em setembro e outubro. “Há a expectativa de que isso também ocorra em novembro, graças a uma aproximação assertiva da área comercial junto aos frigoríficos para uma logística mais eficiente nos embarques de carne de frango e de porco”. Com grande incremento e destaque, ele aponta que o mercado de containers refrigeradas tem enorme potencial no Brasil. “Já somos hoje o maior exportador de carne bovina do mundo e com a ampliação do Canal do Panamá, há uma oportunidade para abrir novos mercados de frutas, conectando Pecém com a China”, destaca.

Vale ressaltar que a Maersk Line continua apostando fortemente na aquisição e aperfeiçoamento de seus containers refrigerados com a maior e mais jovem frota destes equipamentos do mercado, com 44,8 mil novos containers refrigerados adquiridos desde 2015 e uma idade média de 7,9 anos, contra uma média de 12 anos da indústria. Para 2017 o operador global de terminais do Grupo Maersk, que acaba de investir em dois novos guindastes do tipo STS em Pecém, acredita que existe espaço para crescimento. “A movimentação de setembro de 2016 em Pecém, por exemplo, foi 25% superior em comparação ao mesmo mês do ano passado”.

Já a A Maersk Line espera um crescimento de 2% a 3% para as exportações de containers em 2017 e acredita que seria muito difícil crescer mais, “já que os volumes já atingiram seus níveis mais altos este ano e qualquer crescimento ou manutenção desses volumes atuais seriam considerados um resultado bem-sucedido”.

Vale destacar ainda que atualmente, o Brasil está começando entregar a colheita de frutas da região nordeste e a Maersk Line tem conduzido estudos sobre como utilizar a extensão do Canal do Panamá para reduzir o tempo do percurso entre o Porto de Pecém, no Ceará, e o mercado chinês. “Embora ainda sejam apenas estudos, poderemos abrir novos mercados para as frutas do Nordeste, que atualmente são direcionadas principalmente para os mercados europeus, Reino Unido e Holanda em particular”.

Fonte: Guia Marítimo



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