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Dificuldades logísticas são o maior entrave ao desenvolvimento, diz sultão

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Dificuldades logísticas são o maior entrave ao desenvolvimento, diz sultão

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CEO do DP World Group, dos Emirados Árabes, aposta na padronização dos sistemas e da infraestrutura para desenvolvimento do comércio global.

Durante o Congresso Belt and Road, realizado em Hong Kong na semana passada, o CEO e Chairman do DP World Group, Sultão Ahmed Bin Sulayem, enfatizou a necessidade de mais conectividade entre setores como crucial para se atingir o potencial de comércio da região. Mais de 60 países estão envolvidos na iniciativa One Belt One Road, o que significa 30% das nações mundiais, porém abrigando 70% da população e respondendo por 55% do PIB global. Quando o percentual é energia, os números são ainda mais impressionantes: países da OBOR concentram 75% do total das reservas mundiais de energia.

A OBOR (One Belt, One Road) foi criada em 2013 pelo líder chinês Xi Jinping, como estratégia de desenvolvimento para o país a partir da conectividade e cooperação entre as nações, especialmente entre a população chinesa e os demais países da Eurásia. Basicamente, a OBOR trabalha duas áreas principais: o cinturão de produção terrestre da antiga Rota da Seda, de Marco Polo (Silk Road Economic Belt), desde a Ásia Central e Oeste até Oriente Médio e Europa, e a Rota Marítima da Seda (Maritime Silk Road), que interliga o país à costa africana, acessando o Mediterrâneo pelo canal de Suez. Por esses canais, a China busca aumentar a participação em negociações globais e escoar a produção de suas indústrias com capacidade excedente, como a siderúrgica.

Em apenas 30 anos, a China passou de um país de economia agrícola voltada para o mercado interno para uma potência industrial global. Seu modelo de investimento, produção doméstica e exportação para mercados desenvolvidos elevou o país à segunda maior economia mundial. Recentemente, diante da retração da economia, as lideranças chinesas vêm buscando novos canais para sustentar seu crescimento, enquanto os vizinhos, em desenvolvimento, estão vivenciando uma rápida ascensão da demanda.

“Somente quando removermos as complexidades existentes na cadeia de suprimentos, vamos conseguir perceber os benefícios potenciais dessa iniciativa global. Hoje, mais do que nunca, as rotas internacionais de transporte precisam estar preparadas para absorver o maior movimento comercial da história – isso significa que precisamos reduzir as demandas alfandegárias e padronizar sistemas de logística, como bitolas ferroviárias e tecnologias de comunicação (ICT), de modo que as mercadorias possam ser movimentadas de A a B sem interrupções ou gargalos desnecessários, disse o sultão em sua palestra, ressaltando a necessidade de desenvolver parcerias intersetoriais e internacionais.

“Dubai e os Emirados Árabes estão exportando essa expertise para o mundo. Em nossos empreendimentos Jebel Ali Port e Jebel Ali Free Zone (Jafza), onde se estabeleceram 7.300 empresas, fomos pioneiros na utilização de tecnologia inteligente aplicada à logística e ao transporte multimodal, com uma enorme capacidade de processar e entregar cargas com eficiência, um exemplo de que a tanto a infraestrutura quanto a tecnologia são determinantes para o sucesso de qualquer nação”, garante o chairman do DP World Group.

O DP World Group mantém parcerias com a China em Qingdao, Tianjin, Yantai e Hong Kong, que considera como exemplos perfeitos do impacto das parcerias para se conseguir eficiência ao longo da cadeia de suprimentos.

Bin Sulayem disse ainda que, no mundo moderno, há uma demanda crescente para o transporte de mercadorias de maneira mais rápida, segura e inteligente, uma vez que os acessos capilares podem se tornar os maiores inibidores do crescimento econômico, especialmente em mercados em desenvolvimento. No Cazaquistão, por exemplo, o sultão explica que as operações da DP World incluem consultorias ao governo do país no desenvolvimento da logística e do mercado.

O comércio bilateral entre os Emirados Árabes e a China dobrou nos últimos cinco anos, e hoje chega aos US$ 55 bilhões anuais. São também os EAU o maior mercado do Oriente Médio para a produção da China, abrigando cerca de 4.200 companhias de origem chinesa.
 

Fonte: Guia Marítimo



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