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Desafios dos principais portos de cada continente

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Desafios dos principais portos de cada continente

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O Journal of Commerce analisou o principal porto de cada um dos continentes mundiais e apontou quais são os segredos de seu sucesso, assim como os planos para se manter à frente de sua região. Únicos por sua geografia, características específicas do comércio continental e uma série de outros fatores, como administração pública e privada, os portos possuem pontos em comum, tais como a proximidade com o mercado consumidor local, fortes estruturas de acesso ao interior e altos níveis de produtividade.

Entretanto, considerando a situação da indústria de navegação, especialmente de cargas containerizadas, que passa por mudanças que devem mudar o curso da atividade devido às novas dinâmicas do mercado, o JOC avisa: não espere que essa lista permaneça estática por muito tempo.

Ao avaliar o Porto de Santos como o maior da América do Sul, que aparece como 39º na classificação mundial, o Journal of Commerce afirma: “mesmo com os contratempos e as tentativas frustradas de se chegar a 17 metros de profundidade, ainda levará muito tempo para que Santos seja destronado de principal porto da América Latina”.

Predestinado à liderança pela proximidade com o imenso mercado do Estado de São Paulo e a Região Sudeste do Brasil, o Porto de Santos assumiu o pódio de primeiro na América do Sul em 2001, quando ultrapassou Buenos Aires. Santos movimentou 3,8 milhões de Teus em 2015, um crescimento de 2,6% sobre o ano anterior, representando uma fatia de 40% de toda a movimentação em containers do País.

À publicação norte-americana, Alex Oliva, Presidente da Codesp, avaliou: “Os 55 terminais de Santos são responsáveis por 95% do fluxo de suco de laranja exportado pelo Brasil, 84% de nossa carne, 70% do café, 69% de etanol, 64% de algodão, 63% de açúcar e 47% de todo o milho vendido no exterior.

Prós - Segundo a classificação que considerou os principais portos mundiais, Santos tende a manter a preferência do embarcador por algum tempo, graças a fatores como “ampla capacidade, baixas taxas e os quarto terminais dedicados à movimentação de containers, mais dois com capacidade para esse tipo de carga, e o potencial de exportações do Brasil”.

Contras - As obras de dragagem, segundo a publicação, são consideradas como “o maior desafio do Porto de Santos, que precisa garantir profundidade suficiente para atender ao fluxo de navios que continuam a crescer em tamanho”. Com seu calado atual de 14,6 metros, o porto somente recebe navios de até 10.000 Teus, e a previsão é de que não se vá muito além de 15,5 metros de profundidade, o que garantiria acesso a navios de 12.000 a 13.000 Teus.

Os outros portos avaliados foram: Xangai (1º no ranking mundial, e principal porto da Ásia), Jebel Ali (9º no ranking mundial, representando a África e Oriente Médio), Roterdã (11º no mundo e campeão de movimentação no continente europeu) e Los Angeles (18º no ranking mundial, encabeçando os portos da América do Norte).

Fonte: Guia Marítimo



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