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Brasil perde grau de investimento

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Brasil perde grau de investimento

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A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou o rating do Brasil em dois graus, de Baa3 para Ba2, o que é pior, com perspectiva negativa. O País agora perdeu o grau de investimento pela agência, que disse que o rebaixamento foi motivado pela perspectiva de mais deterioração nas métricas de crédito do Brasil: um ambiente de baixo crescimento, com dívida do governo podendo superar 80% do PIB dentro de três anos.

A agência citou também, em seu comunicado, a “dinâmica política desafiadora”, que continua a complicar os esforços de consolidação fiscal das autoridades e a atrasar as reformas estruturais. Além disso, a perspectiva negativa reflete a visão de riscos de que ocorra uma desaceleração ainda maior na consolidação e na recuperação, ou ainda de mais choques surgirem, o que cria incerteza sobre a magnitude da deterioração do perfil da dívida.

Segundo o comunicado da agência, o rebaixamento busca capturar a maior deterioração, com a perspectiva negativa apontando para os riscos de maior deterioração no perfil de crédito, diante de choques macroeconômicos, uma maior disfunção política ou a necessidade de apoio a entidades relacionadas ao governo.

De acordo com o Ministério da Fazenda a posição das agências de classificação não altera o comprometimento com o ajuste fiscal, necessário para estabilizar a trajetória da dívida pública e recuperação da economia brasileira no médio prazo. Para a pasta, a decisão da Moody’s está em linha com a sinalização dada pela agência em dezembro, quando colocou a nota do Brasil em revisão. A Fazenda destaca que o governo vem fazendo um esforço para redução de gastos e recuperação de receitas desde o ano passado, o que continua em 2016.

“O governo também tem adotado uma agenda voltada para o crescimento por meio de medidas para o aperfeiçoamento do marco regulatório, dos programas que aperfeiçoam a infraestrutura e a logística do país – como o Programa de Investimento em Logística (PIL) e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – e da adoção de medidas de fomento ao mercado de crédito para setores estratégicos da economia”, acrescenta o texto.

A Fazenda lembra que entre as justificativas para o rebaixamento apresentadas pela Moody’s está a tendência de crescimento da dívida pública no próximo triênio, em um ambiente de baixo crescimento econômico e dificuldades políticas.

Fonte: Guia Marítimo



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